"Navegar é preciso, viver não é preciso."


sábado, 6 de fevereiro de 2010

Martín Fierro

I
Cartor y gaucho
1
Aquí me pongo a cartar
Al compás de la vigüela
Que el Hombre que lo desvela
Una pena estraordinaria
Como la ave solitaria
Con el cantar se consuela.
2
Pido as los santos del cielo
Que ayuden mi pensamiento
Los pido en este momento
Que voy a cantar mi historia
Me refresquen la memoria
Y aclaren mi entendimiento.(...)

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Carta a Vera Paim ( como a Marx a Kugelmann, que tosco)

Escrevo com o coração sem pensar apenas digito (pois se eu pensar não sairá ao natural, deixo para os críticos da literatura-estética da recepção- talvez a priore não entenda, pois sempre fui muito observador do meio social, do instrumento da acumulação de capital (Banrisul), por consiguinte, digo sempre os livros fizeram parte de minha vida, seja da literatura(fruição), tanto das delimitações das disciplinas (dita por Michel Foucault) como antropologia, sociologia, historia, desde os filósofos pré-socráticos, Aristóteles, Platão( e todos os canones literários da Grécia clássica, Mitologia Grega, incorporada pelos Romanos), ao velho testamento, e ao "inspirado" , Novo Testamento- e a invenção da "Igreja Cristã" por "Paulo"- a Santo Agostinho, São Tómas de Aquino( e a doutrina da escolástica), os pensadores da renascência, pensadores legitimadores da burguesia capitalista, Adam Smith, Lutero, Calvin, o protestantismo( a reforma protestante), a busca do entendimento da sociedade através de Max Weber, Karl Marx- como diz "Winston churchill": ninguem é tão insensivél que antes dos vinte anos não foi "Socialista" e tão idiota que depois do trinta continuou sendo", enfim mas não por fim, vejo muita gente me julgando, me dando conselho, (quem leu Gilberto Freire- Casa Grande Senzala, conhece a sociedade brasileira), mas por ter lido tudo isto antes dos 17 anos, e depois especificar conhecer a sociedade brasileira com Roberto da Matta, Raimundo Faoro, Padre Antonio Vieira, Sérgio Buarque de Holanda, e nossa literatura grande etnóloga( cito um entre muitos,"Joâo Guimarães Rosa) em suma, lamento não ser uma ovelha deste rebanho, como diz Louis Althusser-Aparatos Ideologicos do Estado- ( en espanhol): La ideologia es una "representación de la relación imaginaria de los individuos con su condiciones reales de existência, realmemte lamento ter disvendado a ideologia vigente,.
Tinha me rendido a indústria cultural( Aldous Huxley( Admirável Mundo Novo e a As Portas da Percepção- mescalina, Astecas), tinha dito: foda-se pra que serve todo esse conhecimento adiquirido, se o que a sociedade me exige é um conhecimento acadêmico-especificações do direito (que não leva a reflexão nenhuma) , apenas o admite(o Direito) como sendo o melhor, não o questiona, mas não é nossa culpa ser ignorantes, mas sim a pasteurização( Michel Melamed-Ator) a padronização que nos é outorgada(...).
Mas vos digo, cansei de ficar calado, pois quando você não fala, deixa outros falarerem por você. Principalmente essa "teologia" envangelica do dizimo (que em nenhum momento o Novo Testamento fala) e da oferta - Principalmente das Igrejas Neopentecostais (cito, da graça, universal entre outras). A industria cultural( digo a mídia) não víncula autores que vão contra a ordem vigente, mas... por conhecer( supor conhecer-Carnavais,Malandros e Hérois, Roberto DaMatta) a sociedade brasileira( gaúcha- identidade forjada pós segunda guerra, Matín Fierro -livro alma del pueblo argentino), tal nossa semelhanssa, nos da fronteira da província de São Pedro, com os uruguaios e argentinos "de la pradera".
Divagações sem ordem de discurso ( MIchel Foucult, hoje grande de instigação do pensar), por conseguinte, pesso desculpas por ter questionado a sua crença,pois queria a ver doutrina- a fé, na prática- (sendo que tinha lido-um pouco da obra de Allan Kardec, o livro dos espiritos, o evangelho segundo o espiritismo),pois sem falsa modéstia, ou porventara-ou melhor- ler e pensar, na sociedade atual seja uma maldição, isto é, se conhecendo os meios que fazem viver como você vive, talvez seja só filosofia, uma forma de justificar suas ações. Porém tento, me afasto, fico em hiato, mas os livros voltam a fazer parte da minha vida.
Espero não assustar com a catarse, mas a linguagem não precisa ser explicada, outras coisas sim. ( erros de portugues deverao ser tolerados, porque estara dando importancia maior a forma do que o conteudo)
Por isso que a linguagem é poder(e faz muitos Homens poderosos), tão bela e poderosa, e em épocas não muito remotas alguns textos eram proibidos, e atualmente nesta democracia, estão fora do nosso ensino (Louis Atlhusser). Mais uma vez desculpe, por não acreditar na ideologia do trabalho como um fim em si mesmo, como uma vocação (A ética protestante e a moral burguesa, Max Weber).
Não condeno meus contemporaneos, esses colegas(estagiarios e da faculdade) que nunca leiem nada, a não ser o que precisam pra serem aprovados na academia. Esse Nietzsche, porque foi lê e depois escrever esses textos.
Endemia do concurso publico no Brasil... Estamento burocratico, grande herança portuguesa, divagações seguem, o rascunho, sendo o que fica, pois se escreve com o coração, racionalização é para os criticos.
Pra que vamos nos preocupar. Se só se pensa onde se vai nas férias, que praia, qual carro comprar, vamos consumir isso é o que interessa. Redundantemente desculpas, Edir Macedo, Silas Malafaia, R R Soares, esses tem a interpretação da verdade, de como devemos viver.
O que impera é o capital, queria nunca ter lido Marx (nossa que profundo, parafraseando vos ), veja o que uma frase dispõe um vômito de palavras, se é que teve paciência de ter chegado ate aqui, cansei, continuarei no blog http://divagarsemordem.blogspot.com/
Escrevi apenas, depois o li, pensei...não irei postar muita viagem, mas a linguagem deve ser exercida, mormente quando se quer dizer algo, mesmo sem ordem... ela flui, como não sei.
Não leve a sério esta "criança".

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

(...)

Traduzir-se


FERREIRA GULLAR

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?



terça-feira, 15 de dezembro de 2009

QUINTANARES


Se eu fosse um padre
Mário Quintana

Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,

não falaria em Deus nem no Pecado

- muito menos no Anjo Rebelado

e os encantos das suas seduções,

não citaria santos e profetas:

nada das suas celestiais promessas

ou das suas terríveis maldições...

Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,

Rezaria seus versos, os mais belos,

desses que desde a infância me embalaram

e quem me dera que alguns fossem meus!

Porque a poesia purifica a alma

...e um belo poema - ainda que de Dues se aparte -

um belo poema sempre leva a Deus!

Texto extraído do livro "Nova Antologia Poética", ed., Globo - São Paulo, 1998, pág. 105.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

LEMINSKI'S

A MALDIÇÃO DE PENSAR
"A maldição de pensar fez suas vítimas: em minha geração,
vi muitos poetas se transformarem em críticos, teóricos,
professores de literatura"


Deus volume1

Tenho me perguntado- ou melhor a muito tempo atras- o porque de existirem tantas religiões, tantas crenças e todas elas creiem em estarem certas, terem o verdadeiro discurso de como Deus nos disse para viver... quem inventou o pecado(...)? A vinda de um messias era uma ideia corrente do povo judeu.
Já disse Nietzsche: "O portador da 'boa-nova' morreu assim como viveu e ensinou - não para 'salvar a humanidade' mas para demonstrar-lhe como viver. Seu legado ao homem foi um estilo de vida: sua atitude ante os juízes, ante os oficiais, ante seus acusadores - sua atitude perante a cruz. Não resiste; não defende sues direitos; não faz qualquer esforço para evitar a maior das penalidades- ainda mais, a convida... E roga, sofre e ama com aqueles, por aqueles que o maltratam, não se defender, não se encolarizar, não culpar... Mas igualmente não resistir ao mal - amá-lo... [ o anticristo: ensaio de uma crítica ao cristianismo]
Em suas ácidas (para alguns, é claro) palavras vejo talvez a verdade do discurso, com sua metralhadora prosódia, universaliza o desprezo a essa teológia mentirosa de interpretaçoes convenientes que é o cristianismo. Se somos hoje "homens mais desenvovidos? que outrora, como conseguimos continuar acreditando nessas mentiras repugnantes da IGREJA CRISTÃ, da existência de deus, do pecado, do salvador, do livre arbítrio, do juízo final, do outro mundo, da alma, do jesus forjador de milagres, a fé em cristo como meio de salvação- salvação do que, cara pálida? nada disso em nada se aproxima da realidade, isto é, não passa de um delírio, "deus é um delirio" parafraseando Richard Dawkins. Mas voltemos ao discurso cristão, como questionaremos a verdade do mesmo, já que a IGREJA é um APARELHO IDEOLÓGICO DO ESTADO( Louis Althusser), ou seja é um instrumento de anestesiamento das ovelhas... continua...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Milonga para Michel Foucault

Eis ai, uma das figuras - talvez a principal- que influienciaram a existência deste blog para expor, sem pretenções as ruminações mentais que a leitura de seus discursos provocam, mormente nestes tempo de anestesiação a que somos condicionados, pois o que menos precisamos é pensar, seguimos outorgados a esta pasteurização das idéias. Essa exigência nos imposta, pelas diretrizes educacionais deste país, pelas tais normas da ABNT-nada mais do que um produto das editoras ,isto é, vender livros- nos atrelando a esse formalisto, a escola como sendo um Aparelho Ideológico do Estado(Louis Althusser), que leva muitos a pagar a formatação deus trabalhos ditos acadêmicos(científicos) e pior pagar a forja total dos mesmos, é sem dúvida uma das maiores delimitações do discurso o alejando no seu nascedouro a escola(pelo menos deveria ser ou não, talvez...), já que nossa educação é voltada para uma formação acadêmica( para um trabalho mediocre, as vezes nem isso)pois há duas educações no Brasil, o ensino básico privado e o público e posterior a universidade pública e a privada, em suma a educação de quem vai mandar e a de quem vai obedecer. Apenas um prisma do espectro das delimitações do discurso, a Michel Foucault.
Abaixo link do livro A ordem do discurso.